Aventuras de uma aspirante a navegadora
A japonesa curitibana-carioca (como ela mesma se define), Eliane Harumi Sakamoto, de 36 anos, começou a se aventurar esse ano no universo off road e já está querendo mais. Esposa de jipeiro, arquiteta de formação, e atualmente professora de japonês e patchworker, em março ela virou zequinha e agora, em setembro se tornou navegadora do marido na sexta etapa do Mitsubishi MotorSports.
Atuando também como blogueira, no blog pessoal Sati Patchwork, Harumi transformou essa aventura toda em mais diversão ao criar posts relatando os passeios e assim, além de deixar mais gente com vontade de virar off roader, ela veio parar aqui no site do Viva 4X4.
Sua entrada no off road foi recente, como foi que você se casou com um jipeiro e não havia se aventurado nesse universo ainda?
Quando o conheci, ele tinha a Berenice, uma F-75 azul clara, que estava sendo reformada e arrumada. Logo ele veio para o Rio a trabalho, vendeu a Berê, nos casamos, mudamos para cá e ficamos sem carro por algum tempo. Às vezes, falávamos que, quando fôssemos comprar um carro, ele seria alto e com tração. Ano passado, resolvemos comprar o tal carro e procuramos um jipe confortável, que servisse para o dia-a-dia e para “brincar”. Foi então que compramos uma Pajero TR4 e o marido pôde voltar a fazer trilhas.
Como foi a sua primeira experiência como zequinha?
Foi ótima! Marido fez algumas trilhas e eu não pude ir. E em março deste ano, eu estreei como zequinha. Ainda fui daquelas bem atrapalhadas e sem experiência, mas adorei. Como sou mulher, não precisei afundar a minha galocha nova na lama, nem ajudar a mexer nos coleguinhas lamacentos da TeRez4 (o nosso jipe); os zequinhas homens fazem isso. (rs) Fiquei dentro do carro, atenta aos comandos via rádio do grupo, pegando água e salgadinhos para o motorista, tentando tirar fotos. Mas ser zequinha dá trabalho. Além dos afazeres “na hora” da trilha, tem o prévio: arrumar a mochila, lembrar do chapéu, protetor solar, repelente, óculos de sol e preparar o lanchinho; e tem o pós: desfazer a mochila. Mesmo assim, é ótimo passar o dia em família.

Zequinha sim, mas sem lama na galocha nova. Foto: Keko Braga
Por que o jipe se chama Tereza?
Marido tem a tradição de colocar nome nos carros. Quando compramos uma Pajero TR4 PRETA, não houve dúvidas: ela seria a Tereza (da música do Jorge Benjor: “Moro num país tropical [...] tenho uma nêga chamada Tereza”). Depois de um tempo batizada, percebemos o trocadilho com o modelo do carro: TeRez4.
O Mitsubishi MotorSports foi a sua primeira vez em uma competição? Como foi essa participação?
Sim. O dia estava lindo e eu estava nervosa. Marido é meio bravo no volante e eu também; e já sabia que não seria uma prova fácil. Quando recebi aquela planilha de 40 páginas, quase morri do coração. Achei a função do navegador muito complexa: olhar as orientações da planilha, ver o cronômetro, a quilometragem, dizer onde entrar, para que lado virar, quando parar, quanto tempo esperar e qual a velocidade de cada trecho. No começo, não conseguia acompanhar tudo e marido ainda me pressionando para falar logo e tentar antecipar o próximo passo. O mais difícil é que cada carro sai em um tempo e não sabemos se estamos indo na direção certa. Mas nas paradas, percebemos que os outros também estavam como a gente: tentando acertar. A partir daí, piloto e navegador ficam mais calmos. E vão se familiarizando mais com a prova também. A maior alegria foi chegar na Dutra, no último trecho do rali, ainda dentro do tempo, e ver um sorriso na cara dos dois, e sem grandes aranhões no casamento.

'TeRez4' adesivada e navegadora atenta na planilha
Depois da experiência, você e seu marido já estão prontos para as próximas competições, ou a brincadeira acaba por aí?
Já colocamos na agenda a próxima etapa do Mitsubishi MotorSports, em São José dos Campos, em novembro.
De zequinha a navegadora e de navegadora a…? Você pensa em pilotar o 4X4 em uma próxima viagem/competição ou você se encontrou na navegação?
Eu adoro dirigir, mas eu adorei navegar. Até comentamos em revezar na próxima vez. Na verdade, eu curti tanto navegar, que quero que o marido também passe por esta experiência.
Você indicaria esse tipo de atividade para outras pessoas, em especial mulheres?
Cla! E por que não? Já até propus para algumas amigas formarmos um time feminino. Só falta conseguir mais um carro. Ou vamos de TeRez4 e marido fica em casa mesmo!
Imagens: Arquivo Pessoal
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3 Comentários para Aventuras de uma aspirante a navegadora
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ah, adorei estar aqui!
Pó chamar!
Olha que legal a Harumi fazendo uma equipe só de mulheres. \o/ ‘Bora’ participar aventureiras!